Com jeitinho, se chega longe

A vida em sociedade tras várias facilidades.Você se conecta com outras pessoas, se diverte, sai, joga, festeja, etc. Mas para não invadir o direito dos outros, você tem os seus limites. Complica quando você sabe dos seus limites, sabe o dos outros e dá aquele comichão de querer cobrar as obrigações da pessoa, como um contrato social. É como se você pudesse entrar no metrô e chegar na loirinha produzida que vai à balada com RG falsificado e falar “sua vagaba, será que é possível você levantar esse seu corpo que está gritando para sair desse vestido que faz você parecer que está magra, se equilibrar nos seus 40 centímetros de salto, parar de fingir que está dormindo e dar lugar à senhora que precisa sentar nesse lugar preferencial ou eu vou precisar te jogar no trilho para você começar a andar na linha?”. Infelizmente a gente não pode, apenas nos limitamos a olhar com cara de reprovação e fazer um mero “hunf…”. Parece pouco, mas talvez, no momento, seja a melhor coisa que podemos fazer.

Tem coisas que, por consideração aos outros e pelos valores que recebemos durante nossa criação, as vezes decidimos que vamos corrigir alguns problemas da humanindade. Queremos aconselhar, corrigir, explicar o motivo. Mas para quê? Para acharem ruim. Então não fique pensando em resolver essas coisas, fique pensando em como se esquivar deles. Você ecoonomiza tempo, paciência, cabelo e saliva. Isso precisa ser treinado. É como yoga, você vai dobrando, esticando, flexionando até você ficar mais flexível. Só não deixe de respirar paranão subir a pressão sanguínea.

Todos sabem que existem situações em que você está doido para sair do sério acontecem. Tipo quando você entra no ônibus e na sua frente tem duas senhoras, bem na frente da catraca. Aí começaa palhaçada. Uma vira para a outra e fala “passa você!”. A uma vem e fala “nãooo, você primeiro!”; “Imagina, faço questão!”; “não, passa você primeiro!”; “você é mais nova, quase uma senhorita!”; e eu querendo falar para as duas passaremlogo por baixo da roleta porque é como as CRIANÇAS passam. Será que essas pessoas não entendem que o bilhete do ônibus expira em três horas (para pegar o segundo ônibus sem pagar mais tarifas) e vão perder a integração? Ou, quem sabe, entender que o país inteiro não está aposentado e que precisa pegar o ônibus, e que o ônibus tem horário para sair e passar nos outros pontos, e que o motorista tem horário de trabalho, e que o dia só tem 24 horas e não temos tempo de esperar elas quererem mostrar o quanto são amigas neste momento! Desçam do ônibus, comprem um alicate, cortem o pedaço de um arame farpado, cortem o dedo e façam pacto de sangue – se certificando que já tomaram a antitetânica antes – mas não atrapalhem o fluxo e a vida dos outros em volta, pelo amor do santo Pai. Mas no fim, você precisa sintetizar isso em um simples “com licença, senhoras🙂 Eu estou com um pouco de pressa”. Não é com 70 anos que elas vão aprender etiqueta em transporte público, e você não é pago para dar essas aulas particulares.

As pessoas precisam aprender duas coisas: depois de sair da escola, nós aprendemos por nós mesmos e nós não ensinamos ninguém. As pessoas, depois que crescem, só recebem “dicas” de como melhorar, e estas vêm em forma de críticas, que muita gente não sabe aceitar, perdendo a chance de evoluir. Por isso, para acalmar os ânimos e driblar os problemas do dia, temos que achar outras alternativas. Para minimizar os problemas, critique quando você tiver ao menos uma sugestão de solução para o caso. É difícil, mas não tem outro jeito, então ao invés de achar ruim, acostume-se com isso.

Portanto, não adianta lutar contra a realidade. As coisas tem que ser corrigidos na fábrica ou durante o teste drive, que é realizado dos 5 aos 21 anos. Senão, paciência. Respira fundo e passa reto em movimento retilínio uniforme.

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