O superaquecimento global na minha vida.

Atualmente, o assunto do superaquecimento global é a pegada. Se você está em alguma festa ou encontro de profissionais e quer falar sobre assuntos inteligentes ou que gerem polêmica (ou seja, não importa a opinião, ninguém está 100% certo ou errado), é só falar sobre o superaquecimento. É divertido porque se você não está naqueles dias nos quais acordamos dizendo “P#RRA, CARAL#%, QUE DIA MARAVILHOSO PRA IR NUMA REUNIÃO DE NEGÓCIOS CONVERSAR HORRORES COM TODOS OS BUSINESS MEN E FAZER AQUEEELE MONTE DE AMIZADES NOVAS!!!”, você joga o verde e o pessoal continua.

Apesar de se algo comentado como problema quando acontece um tsunami ou quando se mostra o video de uma geleria quebrando, percebi que o esquema do superaquecimento e mudanças drásticas de temperatura são coisas muito mais comuns em minha vida do que apenas conversa para fazer business man dormir. Não andei com um termômetro na mão para dizer “olha, pico de temperatura!!” ou “mayday! mayday!” (aquilo que eles falam quando o avião está caindo velozmente), mas parei para ver os altos e baixos onde eu passei momentos frios e calorosos no mesmo dia. Vamos à alguns exemplos:

 

1) Condições geográficas: Essas são as mais perceptíveis. Desde os altos sete andares do meu prédio, que quando saio daqui está aquele frio do cão, até o subsolo do metrô, onde está um forno, a temperatura tem picos e quedas absurdas. Fora que na Avenida Paulista, a temperatura em geral deve ser uns 6 ou 7º a menos que no local onde estudo na zona leste. Se não fosse a minha preguiça de tirar e colocar o moleton durante as variações, eu já estaria musculoso.

 

2) Condições temporais: As segundas mais perceptíveis. As 7 da manhã, quando saio de casa, tudo na rua parece o set de gravação de “A Era do Gelo 3” (se fosse realmente filmado), ou Silent Hill, pela névoa. 7:30, na faculdade, o filme “Fogo de Dante” poderia ser gravado na minha faculdade, porque só falta a água da fontezinha evaporar (e tem dias que ela está vazia. Será que já evaporou?).

 

3) Condições de paciência: Essas são as mais irritantes, pois você não consegue controlar. Por exemplo, quando você entra numa sala antes de falar com alguém importante sobre um assunto importante, que você fica na salinha de espera e aquele ar condicionado parece que diminuiu de 25ºC para -802ºC, é simplesmente impossível fazer o joelhinho parar de tremer, você começa a batucar com as mãozinhas e finge que batica super rápido pra não mostrar que não é batuque, é tremedeira de frio. Quanto mais tempo demora, mais frio fica. Já quando você marca de sair com alguém e faz a burrada de marcar na frente da balada, por exemplo, o efeito é o contrário.As pessoas passam, olham pra você alí parado, isso quando não pergunta se você faz programa, passam, olham de novo, dão risadinha, e cadê o inferno da pessoa que era para estar alí há algumas horas atras?? Ela só chega depois que você desistiu de ter auto estima, depois que você já está sentindo uns 200ºC de tanto nervoso e raiva, pensando se valia a pena esperar ou se seria melhor ter vazado.

 

4) Condições de falta de QI alheio: Essas são as condições que mais tentamos disfarçar, mas é difícil. Essa é quando você está à temperatura ambiente. Daí alguém chega e pergunta alguma coisa boba. Você, na maior das boas vontades, explica, e a pessoa erra de novo. Não contente, você volta a explicar querendo que aquela pessoa não faça mais a mesma caca, já que errar é humano, mas repetir o erro é burrice. Ainda assim, o indivíduo vai lá e faz a “Caca Reloaded”. A cada cacada do cara, você aquece uns 20º, ou seja, quando chega a 100º, você está em ebulição e fala um monte, e não tem jeito.

 

Olhar para os exemplos nos leva a pensar coisas do tipo “será que se as pessoas chegassem no horário que marcamos na balada, ou se fosse menos burras, o mundo estaria mais friozinho? Teríamos mais geleiras?” ou se todas as gelerias se forem, moraremos em palafitas? Muitas questões. O negócio é que o discutir o aumento ainda é um assunto interessante e ainda não temos respostas definitivas. Ou será que já?

Comments
2 Responses to “O superaquecimento global na minha vida.”
  1. Mario F. disse:

    J\’ai rien compris mais je suis d\’accord avec toi à 100% … xdddd Coquin je suis, coquin je reste. fr. Mario xox

  2. Patrick-Kun disse:

    O comentário desse cara aí foi… LOL\’z

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