Entrevistas e entrevistas.

Nessa sexta feira fui acordado pelo telefone. Na verdade não foi
exatamente pelo telefone, mas pela minha irmã me passando o telefone.
Aí eu, saindo da minha tradicional ciesta, acordei, peguei o aparelho
que transforma a voz da pessoa em corrente elétrica por um codificador,
manda essa corrente por fio até em casa e por fim decodifica a corrente
e retransforma em voz para eu ouvir aqui da minha cama, e disse:
"ahmmm… alô?" e a moça "Fernando?" e eu "sou eu", e daí por diante…
Era do Nube, Núcleo Brasileiro de Estágios, me chamando para uma
entrevista. Incrível como as pessoas realmente querem que eu trabalhe
pra elas, porque era de um e-mail de oportunidade de estágio que eu
tinha ignorado horas antes, em uma editora. Enfim, marcamos a
entervista para segunda-feira, que foi ontem, as 17:30 da tarde.
Como eu varei noites fazend trabalhos da facul e estudando pra prova de
segunda, já que o final de semana anterior não rendeu (porque eu estava
convalescendo, e não gandaiando, tá, seus pervos?! XD) esse sábado e
domingo foram o inferno na terra. Enfimmm, fiz a prova na seunda de
manhã e cochilei até umas 3:30 quando cheguei em casa. Tomei banho,
chequei o endereço e fui procurar no mapa onde ficava o local da
entrevista. Eis o primeiro choque…
OK, não foi taaaanto choque assim, sempre me chamam pra trabalhar nas
divisas da cidade mesmo, mas eu tinha que descer até o metro saúde e
andar horrores (pelo mapa). Como eu ja estava em cima da hora, preferi
pegar um taxi. Pra quê… Nem o taxista sabia o endereço!!!!! +_+ Mas
deram umas direções pra ele depois de procurar num livrinho e 23 reais
depois, cheguei ao local.
Por fora, uma casa comum, por dentro, uma casa comum reformada mas bem
bonitinho, colorido. Cheguei e minutos depois uma moça me leva para uma
salao nde aconteceria a tal entrevista. Chegaram, me disseram geral do
rtabalho, e esse foi um segundo mini-choque. Não tinha nada de muiiiito
editorial. E teria que fazer mini anúncios para uma revista de música.
Sabe aquelas propagandas de "SHOW DO GIAN E GIOVANNI!!"? Então, coisas
do tipo. MASSSSS, serviria como um primeiro estágio na parte de design.
Prosseguindo a entrevista, mostrei alguns dos meus trabalhos pra elas
(que sem querer me achar, acabaaaaaaaavam com a moral delas nos
anunciozinhos), e detalhe, eu fui o único a levar um potifólio. Daí me
disseram que tinha uma mini provinha pra fazer. Até aí, beleza…
Me deram um postalzinho e pediram pra fazer um anunciozinho dakilo.
Normal. Abri o photoshop, colokei as dimensões e comecei todo feliz,
até elas cortarem de vez minhas pernas no 3º grande choque… "A gente
faz os anúncios todos em Corel…"

Surpreso

denovo:

Surpreso

mais uma vez pra frizar:

Surpreso

Deu vontade de dizer: "repete?"
Não acreditei… juro…
Para os leigos, Corel é um programa de VETORIZAÇÃO, ou seja, desenhar,
fazer a coisas acontecer tipo massinha de modelar mesmo, e depois
TRANSFORMAR ISSO EM FOTO E PASSAR PRA PHOTOSHOP. Esse é o ciclo de vida
do Corel. A foto foooooooooooooooooto mesmo, se trabalha em photoshop.
Por quê? Porque nele podemos cortar, redimensionar sem acabar com a
imagem, aplicar transparência, modificar tamanho de td quanto é jeito,
etc, etc e etc. Basicamente, TUDO. E ela quer em Corel??? Corel trata
imagem como um bloco. Não dá pra mudar a cor de uma parte da imagem no
corel, ele pintaria o "bloco" inteiro de vermelho, e não aquele detalhe
que você quer. Porque ele nã abre a foto como foooto, ma sim como
objeto. é um chaveirinho em cima da folha de papel, intacto. O que você
pode fazer é rancar pedaçõs, aumentar e diminuir, só. E pra que que
eles têm photoshop? "pra pegar alguma coisa do scanner". Eu quis
morrer…
Não contentes, me deram 15 minutos pra
fazer isso. Sem dizer que eu cheguei 5:10 na entrevista que era pra ser
5:30, e ainda asism me deram só 15 minutos. Dane-se. Estou eu fazendo a
bagaça e de repente uma delas chega e fala "agora só escreve o texto,
deixa assim e imprimi". E eu falei "oi?". Ela disse que já tnha mais
uma candidata esperando lá fora e eu tinah que terminar logo. Eu tava
na metade daquela joça. Não dá pra recortar direito, nao da pra fazer
nada que preste com foto FOTO mesmo em corel com somente 15 minutos.
Denovo, dane-se. Escrevi, imprimi e sai, puto. A parte boa foi que na
saída escutei ela conversando com a próxima felizarda para o teste:
"você trouxe um portifólio" e ela "aiii, não trouxe… sabe o que que
é, é que meu pc quebrou…" aham, sei. Ponto pra mim.
Bom, saí da suuuuuuuuuper editora híper profissional e perguntei onde
eu pegava onibus pra voltar para o lar doce lar. Já no meio do caminho,
o celular tocoou, tocooou, eu atendi. Aí eu "alô?", e ela "Fernando?",
já pensei "é hoje…"😄 Mais uma cidadã havia encontrado meu
currículo e me chamava pra entrevista, mas antes ela queria ver o
curriculo completo e me passou um e-mail para enviar. Anotei e
continuei meu caminho. Virei a direita, desci, desci, desci, desciii
até parar em um lugar remoto, peguei o primeiro ônibus que estava
escrito que parava em metrô e fui com fé. Em é, lotado, mas com fé.
Cheguei no shopping Santa Cruz e voltei pra casa. Cheguei e dormi
também. E nem abri o corel e casa, só de raiva.😄

Bommm, agora é ver o que dá. Será que alguém conseguiu ir pior que eu ou sair mais frustrado? Só o futuro dirá!😄

Bença à todos os leitores e devotos de que eu ganharei o Nobel!😄

Comments
One Response to “Entrevistas e entrevistas.”
  1. Mario F. disse:

    À quand la traduction française? Ce serait un excellent exercice de français ….

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